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Mário R. Solano "Lá-Vai"

     
 

Mário Rodrigues Solano, “Lá-Vai”

Pode afirmar-se que Mário Rodrigues Solano (1890-1970) foi, durante décadas, uma figura popular das mais conhecidas, senão a mais conhecida, do Barreiro. O “Lá-Vai” – como ele foi apodado na vila-operária – não se ficava por comover-se perante a carência, a pobreza, a desgraça, em particular no respeitante às crianças desvalidas. Sentia-se obrigado a actuar. A inesquecível figura agia, procurava empreender acções no bom sentido, com jeito, ou – algumas vezes - sem ele.
O nosso filantropo popular nasceu em Alegrete, Portalegre, em 11-12-1890, tinha raízes bem humildes. Aos nove anos perdeu o pai, trabalhador rural. Viveu uma juventude muito difícil. Foi internado no Asilo de Portalegre. Em 1915, com 25 anos, radicou-se no Barreiro.
Os mais velhos que conheceram Mário Solano recordam-se com saudade (não todos, infelizmente...) das suas iniciativas, da sua ânsia de fazer coisa boas a favor dos mais necessitados, especialmente dos internados e simples alunos do Asilo D. Pedro V. Ficou indelevelmente ligado à história deste hospício.
Naquela quase obsessão (caridosa) em praticar o bem, o generoso “Lá-Vai” por vezes metia os pés pelas mãos, cometia um ou outro erro. É verdade. Mas não podemos esquecer que nem só pessoas bem intencionadas participavam nas suas organizações. Quantas vezes se imiscuíam “espertalhões” oportunistas que, abusando de certa ingenuidade do organizador, por vezes até se davam a surripiar. Estes mostravam-se ainda mais funestos que os também indignos provocadores, abusadores ou gozadores. Também alguns nunca “gramaram” o “Lá-Vai” por um motivo “essencial”: por, homem do Povo, ele não ser bafejado pela ideologia política que seria suposto dever ter professado, em especial durante a Guerra Civil no país vizinho. Mas o tão mortífero conflito não alastrou a Portugal, o que desde sempre desiludiu alguns de modo intenso.
Todas as vezes que se lançou na organização de diversões populares o “Lá-Vai” fê-lo com propósitos bem-fazentes. Jamais teve aduladores, sabido que estes só aparecem junto dos que possuem poder. E ele nunca deteve poder. Pelo contrário, foi um desprotegido!...  
Dados biográficos
No Barreiro, Mário Solano começou por ganhar a vida como criado de mesa na novel LeitariaChic, estabelecimento de dois pisos no Largo Casal com muita clientela da (restrita) burguesia. Dois anos depois foi admitido na fábrica de juta da CUF. Desenrolava-se a I Grande Guerra, faltou a juta e Mário foi transferido para a fábrica dos adubos, a carregar sacos. Franzino, não aguentou aquele trabalho e despediu-se. Foi a sorte dele... Empregou-se como caixeiro na mercearia da Rua Aguiar montada pelo ferroviário alentejano Luís Correia Matias. (Que seria Provedor da Misericórdia).
O nosso evocado desposou Teresa, alentejana de Santo António das Areias, Marvão. Em 1920 estabeleceu negócio próprio, com um sócio, na Rua Aguiar n° 210. Foi o Café (mais tarde Pastelaria) Chave d’Ouro, de apenas três/quatro mesas e janela-montra. O sucesso veio quando começou a negociar especialidades de confeitaria e doçaria que ia adquirir a Lisboa. Em breve passou ele próprio a fabricar bolos e a fornecer casamentos, baptizados, etc. (Ao longo dos anos produziu as suas próprias especialidades, algumas com nomes ainda hoje lembrados, como os Moreninhos e os Sebastiões, para além dos Barreirenses, Lusos, Unidos, Cocos à Brasileira, e sabe-se lá que mais). Em 1930 abriu a Leitaria Paris na Praça da República (chamada mais tarde, de novo, Praça de Santa Cruz) n° 28, com o sócio Gonçalves. Em 1939 deixou duas irmãs a gerir essa loja (a Joaquina e a Matilde “Ti´Mòquinhas, que antes tinham trabalhado como empregadas domésticas em Lisboa) e transferiu-se para um local na recente Rua Câmara Pestana, em frente do Parque Salazar em formação. Aí, na pastelaria Casa Azul, sita na esquina com a Rua Eusébio Leão, o “Lá-Vai” manteve-se muitos anos, até 1962. Por último, até 1968 esteve à frente, sem empregado, de A Mascote, defronte do Campo do Luso, esquina da Miguel Bombarda com a João de Deus.
O âmbito familiar foi marcado pela infelicidade. O seu matrimónio desfez-se de modo doloroso. No princípio de casado, Mário Solano abrira uma pequena casa de dormidas na Travessa do Loureiro n° 2, 1° andar, dando para a praia, nas traseiras da mercearia onde trabalhou. Depois da separação, Teresa permaneceu nessa casa de hóspedes.  
Os dois descendentes do “Lá-Vai” nasceram no Barreiro: o filho Joaquim (que viveu muito tempo na Rodésia do Sul e depois em Toronto, Canadá, tendo constado que faleceu em Portugal poucos anos após 2000), e a filha Mariana. Por outro lado, o sobrinho Domingos Solano Moura, nascido em Alegrete em 1923, filho de outra irmã, de nome Bagailde, veio a ser o braço direito de Mário Solano durante anos. Isso, na Leitaria Paris (ao lado da Polícia) e na Casa Azul. Encaminhado pelo “tio Lá-Vai”, Domingos abriu a Casa Lagarto em 1947, estabelecimento que existiu até 1976 no Largo das Obras.        
A partir de 1968, ainda se viu o “Lá-Vai”, idoso e cheio de achaques, durante dois anos, a vender pelas ruas guloseimas e cautelas (que pendurava na lapela), trazendo consigo uma boneca, a “Chica”, que “lhe dava sorte”. Teve uma morte santa. Em 28-1-1970 fechou os olhos para sempre em sua casa, 1° andar da Praça de Santa Cruz, quando dormia a sesta depois da labuta da manhã.   
Deixou uma carta a título de testamento. Pediu para ser sepultado em Portalegre – isso já do conhecimento dos mais próximos - com missa de corpo presente em mencionada igreja daquela cidade. Quis levar no caixão retratos das netas e muitas flores do Barreiro. Foram-lhe realizados esses últimos desejos.
Porquê “Lá-Vai”? E acções e mais acções...
Porquê “Lá-Vai”? Poder-se-á pensar que Mário Solano adquiriu aquela exclusiva alcunha por se dirigir desse modo aos clientes mais apressados quando criado de mesa na Chic. Não foi assim... Mário Solano, com poucas bases, mas com muito gosto pela cultura (até compunha versinhos), adorava participar no teatro. Uma vez, em récita nos Penicheiros, declamou A Dança do Vento, de Afonso Lopes Vieira. E proferiu a expressão “E lá vai..., lá vai....” de tal maneira espaçada, que logo ali lhe foi outorgado o epíteto para toda a vida, que logo adoptou. Nos variados pequeninos anúncios dos estabelecimentos do “Lá-Vai” saídos na imprensa barreirense passou a constar sempre esse sobrenome.
O “Lá-Vai” – publicou um dia em jornal –  orgulhava-se de já em 1915 ter sido um dos que ajudou a “levantar os Penicheiros com a minha formação do Grupo Infantil, que tantos anos durou”... Clientes do Chave d´Ouro - o cafezinho de Mário Solano, na Rua Aguiar - criaram em 1923 a publicação literária Gente Moça. (De que saíram três números). O “Lá-Vai” chegou a representar teatro, como na tão apreciada peça “O Moleiro de Alcalá”, que subiu à cena no Cinema-Teatro (República/Ferroviários). E dizia-se que ele não era nada destituído de engenho para a Arte de Talma.  
Já na segunda parte da década de 20, o pequeno comerciante Mário Solano explorou o bufete do Cinema-Teatro. Recordou-nos há anos António Carvalho, nascido em 1916 - que em jovenzito também lá  trabalhara - que o “Lá-Vai” vendia, de casaco branco, seus bolos, até nas coxias. Tinha uns rapazes por conta dele que andavam de tabuleiros com rebuçados, ou vendiam água, levada em bandejas feitas por funileiros, bandejas essas que tinham cinco buracos para os cinco copos. Há aí quem ainda se lembre de, na década de 30, princípio de 40, Mário Solano andar em actividade semelhante, não no República, mas sim no bar do “nimas” rival, no Teatro-Cine (ou o “Miranda”). Rapazes sob sua guarda também lá ganhavam umas “c´roas” transportando e vendendo em especial Moreninhos, sobre tabuleiros, e água em bandejas, em que batiam com moedas nos copos para assinalar sua presença.  
Agora um caso que sentimos como asqueroso... Lembramo-nos de, aí por 1957/59, ter assistido a um episódio envolvendo Mário Solano no palco do Cinema-Teatro durante o intervalo de uma sessão de cinema. O “Lá-Vai” encontrava-se sozinho em cena. (Mas não em récita). Empunhava uma vara com roletas montadas e procedia ao sorteio de rifas  a favor de obras de beneficência.
Nunca nos esqueceremos de como aquilo descambou. Durante a dezena de minutos em que o “Lá-Vai” disse da sua lavra e obteve os números premiados, uns 5/6 marmanjos, de idades à volta dos 20 anos – que nos eram desconhecidos - gozaram o pobre do homem. Ocupavam lugares no centro da sala, em grupo, certamente com a coisa já “fisgada”. Proferiam idiotices, riam e gargalhavam alvar e boçalmente, até saltavam nas cadeiras. Os outros espectadores olhavam com recriminação, mas nenhum levantou a voz para defender o “Lá-Vai”. (“Quem sabe o que estes gajos me podem fazer lá fora se...”.). Os guardas republicanos presentes na sala, na época ainda de fusis a tiracolo, não intervieram. Bastaria que um deles se acercasse do grupelho e dissesse algo, para que a idiotia parasse de imediato. Também foi repulsiva, repelente, aquela atitude laxista da GNR. Claro, era “apenas” o “Lá-Vai” a ser enxovalhado, à vista de todos em sala à cunha.
Iniciativas e peripécias
Existem dois esboços biográficos dedicados ao “Lá-Vai” publicados em livro. São assinados por Armando Silva Pais (In Barreiro Contemporâneo, III Volume, 1971) e por João Liberal (In Da Minha Terra..., 1988, entre 23 evocados, o único tipicamente popular). É surpreendente o que ainda hoje se recorda de Mário Solano, muito para além das suas acções em prol da garotos e garotas necessitados do Asilo D. Pedro V.
Alguém reportou-nos a “história do caixão”, de que esse narrador ouvira falar quando jovem. Um dia, o “Lá-Vai” viu passar um carrito à porta da sua loja na Rua Aguiar transportando um cadáver, parcialmente coberto, a caminho do cemitério. Era um desgraçado indigente que seguia para a vala comum... A Mário Solano vieram as lágrimas aos olhos. Fez parar o carrito, dirigiu-se a uma marcenaria perto. Apareceu um caixão comprado por ele, e o morto prosseguiu o caminho. Seria enterrado com dignidade...
Uns tantos dos mais antigos ainda hoje sabem contar da posterior “história da carreta”. Apesar de exigida pelo Povo, a Câmara do Barreiro ainda não possuia uma carreta funerária minimamente decente. Para resolver a questão foi necessária uma iniciativa do “Lá-Vai”. Ele pôs de lado a Câmara – superendividada, tal como aquela caótica I República - e dirigiu-se ao Provedor da Misericórdia, Augusto César de Vasconcelos. Ficou assente: Mário Solano colocar-se-ia à frente duma comissão pró-carreta. Este imorredoiro capítulo encontra-se devidamente registado no Eco do Barreiro (Outubro 1925, tinha a I República, portanto, ainda alguns meses de existência). Lê-se ali, por ex.: “... o nosso amigo Mário Solano é um grande amigo da Misericórdia e por ela tem trabalhado com carinhoso afã... Prometeu a si próprio arranjar dinheiro para um carro funerário... realizou ultimamente uns espectáculos teatrais e desportivos... como, porém, (o) dinheiro (arrecadado) ainda não chega para o almejado fim... a comissão... vai realizar interessantes festejos populares na Praça da República (a anterior e a actual Santa Cruz!)  e no Largo Luiz de Camões (onde é o coreto!)... As festas constarão de arraial com tômbola, quermesse, etc... abrilhantadas por três bandas...”. Bem, o certo é que lá apareceu a “massa” para a aquisição do veículo. Foi uma coroa de glória para o “Lá-Vai”, que o encorajaria a prosseguir pelo mesmo trilho. Será que, noutras localidades, carros funerários municipais tenham sido adquiridos graças ao produto de uma série de festejos? Duvida-se... 
Ainda antes do famoso “caso da carreta” já o “Lá-Vai” se orgulhava de ter contribuído para o primeiro Posto de Socorros da vila. (Quase não dá para acreditar...). Escreveu ele próprio em carta à imprensa: “...não havia no Barreiro um Posto de Socorros. Parece mentira, mas é verdade. Havia “papagaios”, discursos, greves etc. etc... (mas) nem uma maca para transportar um doente. ... pedi ao Sr. Vasconcelos e fez-se graças a Deus e em pouco tempo...”.  
Outro motivo de orgulho para Mário Solano, foi por ele assim formulado: “... na minha primeira casa na Rua Aguiar tive a primeira Comissão de Caridade (Senhoras) do Barreiro, trabalho meu... (era) tesoureira a D.ª  Ester (Costa) Figueira...”.
Sim, para organizar festas (também de homenagem), o “Lá-Vai” estava “p´rás curvas”.... Em 1934, o Barreiro apadrinhou a participação do ciclista estreante Joaquim Fernandes, de Coina, na V Volta a Portugal, que – não integrado numa equipa – conquistou um honroso 9° lugar. O Barreiro rejubilou, o “Lá-Vai” não se conteve. À frente duma comissão promoveu espectáculo de arromba no Cinema-Teatro, onde foi homenageado in persona o novo ídolo do pedal. A pianista foi Maria de Lourdes Costa Mano, aluna do Conservatório, mãe deste cronista. (Joaquim Fernandes venceria em 1939 a Volta a Portugal pelo Desportivo da CUF de Lisboa !).
Em Julho de 1945 ocorreu, com grande estadão municipal, também no Cinema-Teatro, a versão local do Concurso Nacional do Vestido de Chita. Mário Solano, que era agente do “Jornal de Notícias”, “presidiu ao acto” – como se lê naquele diário...  Foi eleita, entre 23 concorrentes, a “Raínha” do Barreiro, com suas damas de honor. Existe uma foto do momento da entrega do 1° prémio, em que o “Lá-Vai” aparece – como sempre preferiu - com farpela de trabalho, que era o casaco de sarja branca e gravata...
Aproveitando o tremendo êxito,  o “Lá-Vai” organizou tempos depois uma festa de Vestidos de Chita no Clube 22 de Novembro. Outro sucesso, porém.... Uma “plêiade de meninos-bem” do Clube 22, enquanto durava no palco o desfile das jovens concorrentes, “mamaram” as bebidas e “manjaram” os bolos que Mário Solano tinha trazido destinados ao comes-e-bebes final. O “Lá-Vai” ficou fulo, pouco terá faltado – dizia-se - para sofrer uma síncope, senão um ataque cardíaco. O acto foi muito verberado: “Não têm respeito nenhum pelo homem...”. Mas a sacanice fora praticada, sem problemas de maior para os imbecis. Era “apenas” o “Lá-Vai”. Não havia quem o protegesse. De parte nenhuma, também não de apoiantes do Regime então vigente... 
Mário Solano sentiu ter de interceder pelo embelezamento urbanístico da terra adoptiva. Neste capítulo, foi a mola impulsionadora de, pelo menos, três  felizes realizações:                        
Colunelo ao dr. Câmara Pestana - Lindo livro aberto, em mármore, sobre coluna, dedicado ao insigne bacteriologista (Ago. 1944). Ficava à beira do parque, a metros da Casa Azul. Aí por volta de 1979/80, o colunelo foi vandalizado durante a noite. (Seriam motivos políticos?). Sabia-se quem era a pessoa de confiança que preservou, para a aguardada restauração, a boa parte do livro de mármore que salvara. Mas a Câmara não reabilitou o belo monumento toponímico, o que bem pouco custaria ao erário público. (Era “igual ao litro”, proviera “apenas” de uma ideia do “Lá-Vai”...). Bem, mais de uma década depois, a base que restava da coluna foi removida. Caso encerrado, tudo OK...
Lápide a Inácio António Batata – Lápide comemorativa (Nov. 1945) em memória do ferroviário algarvio, um dos heróis de Chaimite (1887), detentor da Torre e Espada, que viveu mais de 40 anos no Barreiro. A lápide ainda existe, exposta no prédio da Rua Dr. M. Pacheco Nobre que ocupa a área da casa precedente onde residiu o evocado. 
Placa a João de Deus – Placa toponímica (considerada, ainda hoje, a mais bela da cidade!), em forma de livro aberto (Ago. 1963), na esquina das ruas João de Deus e Miguel Bombarda, a dois passos da sede dum partido político e do Campo do Luso. Simboliza a Cartilha Maternal, aquela por onde o “Lá-Vai” aprendera a ler lá no Asilo de Portalegre.
Ainda têm que estar por aí muitos dos que participaram nas excursões a Portalegre, com objectivos também caritativos, por altura das Festas dos Aventais. Foram organizações do “Lá-Vai” e seus amigos do Povo, a partir de meados dos anos 50. O conjunto musical barreirense Holiday chegou a participar. As camionetas paravam em Montemor-o-Novo para se visitar o Asilo de São João, onde os velhinhos internados eram presenteados. Tudo coroado de êxito. Ao invés do Barreiro, o mentor das excursões era muito respeitado, a todos os níveis, no seu concelho natal. À comitiva barreirense era prodigalizada recepção festiva em Portalegre, em que até a banda local se encorporava (!).
O “Lá-Vai” foi acometido de mais um sonho: trazer a banda da sua Portalegre natal às Festas da Sra. do Rosário do Barreiro. Mas a Câmara da vila não se mostrou receptiva... O “Lá-Vai” não esteve com mais aquelas, porfiado e teimoso como era... Ele próprio convidou aquela banda a vir ao Barreiro em 1963, sem convite formal do Município. E a banda tocou inoficialmente nos festejos do Barreiro... Poder de iniciativa não faltava ao “Lá-Vai”. O pior era quando as coisas davam para o torto.