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HERCULANO MARINHO  (1891 - 1958)
Escriturário da CUF, associativista, mestre do teatro amador

Este nosso novo invocado, Herculano Marinho, nascido no Barreiro em 2 de Dezembro de 1891, foi progenitor de uma filha e de quatro filhos. Destes, Américo, que veio ao mundo em 1913 e faleceu em 1997, tem sido recordado no presente ano de 2013. Transcorre a celebração do seu centenário. O Mestre Américo Marinho, barreirense, bastante se distinguiu como pintor e professor. Lê-se agora na internet que a exposição retroactiva da explêndida obra de artes plásticas de Américo Marinho estará patente no Auditório Municipal Augusto Cabrita, Barreiro, até 29 de Setembro.
O autor do presente texto pensou... Mas porque não apresentar agora, neste blog, dados biográficos de Herculano da Silva Marinho, como dito acima, pai de Américo? Ele também foi um notável barreirense, vulto bastante estimado e apreciado.
Durante bons anos, já bem idos, Herculano era considerado o símbolo mais marcante do teatro amador do Barreiro. Em 1909, ajudou a criar o Grupo Dramático 22 de Novembro. Em 1922, um dos maiores êxitos deste Grupo Dramático consistiu na realização da peça Duas Causas, de origem italiana, orientada por Herculano. O Grupo chegou a viajar – de comboio, claro – pelo Sul do país, tendo apresentado a peça em várias localidades. Duas Causas também veio à cena em agremiações da capital, sempre com o maior sucesso. Há que salientar que este nosso rememorado também fomentou o teatro dos jovens.    
Mais tarde veio a existir o “Grupo Dramático Herculano Marinho”, uma bem merecida homenagem ao também encenador. Novas revistas para adultos subiam à cena no Barreiro aqui e ali, como nos “Franceses”, no ”22 de Novembro”, depois nos “Penicheiros”, nos anos 40 n´ ”Os Leças”. Saliente-se que Herculano era um “francês” de raiz. Sim, foi no futuro S.D.U.B. que ele, com 14 anos, encetara suas andanças pelos palcos. Foi esta agremiação que sempre lhe esteve mais no coração. Apesar de instigado, não quis seguir a carreira profissional de actor teatral. Manteve-se fiel ao emprego na CUF do Barreiro.

 
     
 
 
 
 
 

“Na Morte de Herculano Marinho”

Transcreve-se aqui um texto intitulado “Na Morte de Herculano Marinho” da autoria do monógrafo barreirense Armando S. Pais, que ao longo da vida se espraiou pela imprensa regionalista. (Vide informação alusiva a este vinculado n° 24). Quantas vezes sentia ele a obrigação de informar os seus leitores, quando cidadãos tivessem acabado de deixar este mundo. Em especial de barreirenses. Ele, que muito bem se dava com Herculano Marinho – de gerações distintas -  publicou no “Jornal do Barreiro”, edições de 27 de Fevereiro e de 6 de Março de 1958 (!), a triste notícia do passamento de Herculano Marinho sucedido em 16 de Fevereiro (também se lê em 17 de Fevereiro). Aqui, em anexo, poderá ser lido o texto de A. Pais em que ele se alonga pelas exemplares actividades cénicas de Herculano, durante quatro décadas... Tudo para bem da arte de Talma, a favor da nobre causa do teatro amador na vila do Barreiro. Existe no Lavradio a Travessa Herculano Marinho. Muito bem ...